Viver com mobilidade reduzida: ganhar autonomia em casa
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Um diagnóstico de deficiência marca o início de uma mudança profunda para uma família: os equilíbrios e o estilo de vida alteram-se rapidamente, pensa-se na autonomia da pessoa e desde logo se convive com um novo quotidiano, mas também com a preocupação pelo futuro.
Muitas vezes surge a reflexão sobre a possibilidade de criar um projeto de vida que tenha em conta o “após nós”, a vida da pessoa com deficiência sem os pais, caso estes já não estejam presentes ou não consigam cuidar dos filhos.
A vida independente é, porém, muito mais do que o “após nós” e deve prescindir das condições familiares: a realização pessoal e a autodeterminação são objetivos legítimos e desejáveis, tanto para os cuidadores como para quem vive com deficiência.
Independência e autonomia habitacional
Independência significa poder viver de forma autónoma ou parcialmente autónoma, cuidar de si próprio na vida quotidiana — se necessário com a presença de um educador ou de um assistente — criar relações, trabalhar e inserir-se na sociedade como sujeitos ativos.
A autonomia habitacional é um direito reconhecido também pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência que, no artigo 19 (“Direito a viver de forma independente e a ser incluído na comunidade”), afirma que as pessoas com deficiência devem ter “a oportunidade de escolher o seu local de residência e onde e com quem vivem em condições de igualdade com as demais e não são obrigadas a viver num determinado ambiente de vida”.
Alcançar a independência em idade adulta, realizando o afastamento da família, depende, portanto, da oferta e da viabilidade económica de projetos pensados para este objetivo e da existência de habitações acessíveis, criadas ou adaptadas com o propósito de favorecer a autonomia pessoal.
Uma casa sem barreiras arquitetónicas
Uma casa sem barreiras arquitetónicas é uma habitação sem impedimentos físicos que obstem à circulação ou ao acesso nos vários ambientes domésticos:
- um degrau à entrada da porta
- escadas internas e externas
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- mobiliário volumoso ou demasiado alto para alcançar os objetos guardados
- espaços de manobra insuficientes nos quartos para quem se desloca em cadeira de rodas
- instalações sanitárias de difícil acesso
- puxadores e interruptores difíceis de alcançar
Trata-se, portanto, de um espaço que pode ser habitado de forma independente e que favorece a liberdade de movimento. Melhora a qualidade de vida a qualquer idade, especialmente no caso de pessoas idosas com dificuldades motoras e de pessoas com deficiência. Por isso, nas últimas décadas o conceito de acessibilidade tem-se difundido cada vez mais, ao ponto de projetar edifícios novos e reabilitar os existentes, nesta perspetiva ser já um ponto central da arquitetura.
Conselhos para tornar a casa acessível
Quais são os elementos que definem se uma casa é acessível? Analisemos as principais categorias de barreiras arquitetónicas domésticas para perceber como as eliminar e como melhorar a acessibilidade de uma habitação com algumas intervenções específicas.
Como eliminar os pequenos e grandes obstáculos à mobilidade em casa
As habitações podem ter, no seu interior, barreiras aparentemente mínimas que impedem a fruição segura e tranquila do espaço: degraus isolados, conjuntos de escadas e desníveis entre os ambientes ou na entrada, no acesso ao terraço, ao pátio, e assim por diante. Eis alguns conselhos para eliminar estas barreiras.
Superação de pequenos desníveis
A solução mais indicada para superar os pequenos desníveis – como degraus e escadas – é a rampa, fixa ou móvel. São também úteis as rampas de soleira para as entradas de portas, os corrimãos e as pegas ergonómicas nos pontos estratégicos da casa.
Adequação de espaços e passagens estreitas
Corredores estreitos e espaços de manobra insuficientes são obstáculos comuns para quem usa cadeira de rodas, andarilho ou canadianas. Em muitos casos basta substituir as portas internas por modelos de correr ou de embutir. Se o mobiliário for volumoso, basta rever a sua disposição ou substituí-lo por peças mais baixas e acessíveis, sem necessidade de grandes intervenções estruturais.
Acessibilidade dos compartimentos individuais
Cozinha, casa de banho e quarto requerem atenções específicas:
- Na cozinha é preferível instalar placas de indução, mais seguras, e prever móveis baixos, cuidando do espaço de manobra necessário para circular em cadeira de rodas.
- A casa de banho é outro ambiente que requer algumas intervenções adicionais: pavimentos antiderrapantes, torneiras de alavanca, base de duche ao nível do chão e sanitas baixas, com um espaço de manobra confortável para os deslocamentos e barras de apoio, são fundamentais se na casa viver uma pessoa com dificuldades motoras.
- No quarto, por sua vez, pode ser útil uma cama de altura regulável com estrado elétrico por telecomando.
Altura e posicionamento de interruptores e acessórios
Numa casa acessível, cada elemento deve encontrar-se à altura certa. Por exemplo, intercomunicadores, interruptores e tomadas devem situar-se a uma altura entre 80 cm e 120 cm do chão, enquanto o lavatório acessível deve estar a uma altura de 80 cm.
Domótica para a gestão da casa
A domótica oferece soluções personalizáveis para automatizar os pequenos gestos quotidianos: abrir e fechar portas, acender e apagar as luzes, aumentar e diminuir a temperatura, e assim por diante. Dispositivos de reconhecimento de voz, táteis ou de pressão garantem autonomia, segurança e fiabilidade, mesmo para quem tem dificuldades motoras significativas.
Como ultrapassar a barreira das escadas internas e externas
Lanços de escadas e degraus são o obstáculo mais evidente à acessibilidade em casa. Impedem o movimento de quem se desloca em cadeira de rodas ou com outros auxiliares e limitam fortemente a independência das pessoas idosas e de quem tem capacidade motora reduzida. Encontram-se tanto no exterior como no interior da habitação:
- as escadas externas ligam o apartamento ao nível da rua e, se não houver um elevador residencial, uma cadeira elevatória ou uma plataforma elevatória, podem limitar fortemente a vida social e os deslocamentos quotidianos das pessoas com dificuldades motoras
- as escadas internas de um apartamento distribuído por vários níveis ou com mezaninos, águas-furtadas ou pisos subterrâneos impedem a realização das atividades quotidianas normais e a passagem de um ambiente para outro da casa
Em ambos os tipos de escadas, a solução mais rápida e com melhor relação qualidade/preço é a instalação de uma cadeira elevatória, de uma plataforma elevatória ou de um elevador residencial. Três soluções que partilham inúmeras vantagens:
- Instalação fácil e rápida: a cadeira elevatória é um sistema flexível e personalizável, que se adapta a qualquer tipo de escada – reta ou curva – com um número variável de lanços, com ou sem patamares, em largura reduzida, disponível tanto para escadas internas como externas. No caso do elevador residencial e da plataforma elevatória, muitas vezes não são necessárias obras de alvenaria, escavações, licenças de construção nem procedimentos burocráticos como no caso de um elevador tradicional, e a instalação é normalmente rápida.
- Funcionamento com baixo consumo energético: estas soluções têm um movimento fluido e silencioso e são personalizáveis nos acabamentos, adaptando-se assim perfeitamente ao estilo da casa e da habitação.
A KONE Motus propõe diversos produtos para a melhoria da acessibilidade em casa.
As soluções KONE Motus para eliminar as barreiras arquitetónicas em casa
A KONE Motus é uma linha de produtos versátil, com atenção ao design e fácil instalação, projetada para facilitar o movimento vertical mesmo em espaços reduzidos.
Plataformas elevatórias
As plataformas elevatórias transformam qualquer espaço, dentro ou fora de casa ou de um edifício, num ambiente acessível e sem barreiras. Fluido e Dinâmico da KONE Motus são duas soluções de design elegante, que podem ser personalizadas nas cores, nos materiais e nos opcionais:
- Dinâmico da KONE Motus é a plataforma elevatória vertical, indicada quando não é possível utilizar o elevador até ao nível da rua, e está disponível tanto na versão para interiores como para exteriores.
- Fluido da KONE Motus adapta-se tanto a escadas retas como a percursos mais complexos, com várias curvas e lanços, e resolve também uma necessidade muito comum: facilitar o acesso a garagens, caves e sótãos. Pode ser configurado como plataforma, para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas, ou com um assento.
Cadeira elevatória
O elegante modelo Vivaz da KONE Motus é uma cadeira elevatória retrátil, adequada para percursos retilíneos e curvilíneos, interiores e para escadas externas. A solução ideal para pessoas idosas e para quem tem ligeiras dificuldades motoras ou sensoriais.
Elevador residencial
Harmónico da KONE Motus é um elevador doméstico discreto e elegante que valoriza qualquer edifício. É a solução ideal para moradias unifamiliares, moradias em banda e pequenos edifícios, para o transporte de um pequeno número de pessoas, e a fossa necessária para a sua instalação é de apenas 15 cm. É um elevador residencial hidráulico que funciona a óleo, move-se de forma fluida e silenciosa, e tem um consumo energético reduzido.
Qual a solução mais adequada para si?
Para escolher o modelo mais adequado, pode contactar o pessoal local da KONE Motus para uma visita gratuita à sua casa, para avaliar a configuração dos espaços e as necessidades específicas da sua família, e para receber um orçamento detalhado, igualmente gratuito.